terça-feira, 29 de dezembro de 2009

You are automatic

Tu saltas, eu grito. Tu berras, eu saio. Tu amas, eu fico. Tu odeias, eu vou. Tu falas, eu ouço. Tu choras, eu rebaixo-me. Tu sorris, eu fico a apreciar a tua beleza exterior, sabendo que por dentro és apenas o vazio. O vazio que criaste. Vazio esse que te trouxe à fama. À fama da tua vida triste. És desprezado pelo mundo. És deitado ao chão apenas pelo olhar por onde passas. A tua passadeira vermelha rapidamente tornou-se no mais longo e triste caminho. Aquele caminho que não querias seguir. Tudo isto porque te deixaste levar pela música da beleza do dinheiro. Este que não te trouxe a verdadeira felicidade. Pois esta tu nunca soubeste o que era. És o ódio em pessoa. O teu orgulho foi mais forte. Este que já está manchado de pecados. Só te deitaste na cama que fizeste. Agora desejas que a tua vida acabe, sem antes fazer força para o mudar. Para mudar a tua vida. Preferes desistir na primeira oportunidade que aparece. És cobarde, admite. Não admites o que sentes para ficares bem posicionado entre os olhos que te vasculham a vida. Mentes para tudo se tornar mais fácil. És o desastre. És o que eu era incapaz de ser. Tronaste-te num monstro. Tornaste-te num robô, sem sentimentos. Um robô fraco, renegado por tudo e por todos. Rebaixavas os outros, onde agora, és tu o triste. Os teus sentimentos não são verdadeiros, nunca foram! Mas que raio de pessoa és tu? - 'THERE'S NO REAL LOVE IN YOU, WHY DO I KEEP LOVING YOU?'


uma página rasgada e arrancada pelo vento,

pkaulitz_

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